Como está a produção de açúcar no Brasil?

Radar do Açúcar Dancor — 26/10/2026

O mercado de açúcar entra nesta segunda-feira com atenção voltada para três fatores: redução da produção brasileira, condições climáticas no Centro-Sul e mudanças nas políticas de importação da Índia. Ao mesmo tempo, a disponibilidade de açúcar no curto prazo e as oscilações do petróleo continuam influenciando as cotações internacionais.

1. Indicador CEPEA/ESALQ — São Paulo

Açúcar cristal branco • saca de 50 kg • 23/10/2026

R$ 125,44

-0,43%

no dia

Referência em dólar

US$ 25,13/saca

Fechamento anterior (22/10)

R$ 125,98

Fonte: CEPEA/ESALQ, conforme cotação publicada pelo Notícias Agrícolas.

Consultar o indicador e o histórico de preços

A queda diária foi de R$ 0,54 por saca. Isso representa um recuo pontual, não necessariamente uma mudança definitiva de tendência: o mercado físico brasileiro continua sujeito à oferta das usinas, à demanda das distribuidoras e às referências internacionais.

2. Notícias mais relevantes do período — 23 a 26 de outubro

CNH’s Latest A Sustainable Year Story: Ethanol — a Low-

1. Produção de açúcar no Centro-Sul cai 10,29%

23/10/2026 • CNN Brasil / UNICA

A produção acumulada até o fim de agosto foi de 24,08 milhões de toneladas, contra 26,84 milhões no ciclo anterior. Mesmo com maior moagem de cana, as usinas produziram menos açúcar porque destinaram uma parcela maior da matéria-prima ao etanol.

Ler notícia completa na CNN Brasil

India set to ban sugar exports for first time in 7 years  | Arab News

2. Índia amplia prazo para importar açúcar

22/10/2026 • Reuters

A Índia prorrogou até 31 de dezembro o prazo para importar 1 milhão de toneladas de açúcar bruto sem imposto de importação. A medida pode aumentar a procura internacional por açúcar, dependendo do volume efetivamente comprado e embarcado.

Ler notícia completa na Reuters

Crude Oil Price Drivers: Supply, Geopolitics, and Market Sentiment | StockTi

3. Petróleo em alta ajuda a sustentar o açúcar

25/10/2026 • Reuters, via Business Recorder

A valorização do petróleo pode tornar o etanol mais competitivo frente ao açúcar. Se as usinas brasileiras aumentarem a produção de biocombustível, menos cana poderá ser destinada ao açúcar. No pregão internacional, esse fator contrabalançou parte da pressão provocada pelas quedas anteriores.

Ler notícia completa, baseada em informações da Reuters

Copersucar - Terminal Açucareiro Copersucar completa 24 anos

4. Oferta brasileira e exportações no radar

Projeção do USDA • relatório de 20/04/2026

O USDA estimou exportações brasileiras de açúcar em 33,6 milhões de toneladas na safra comercial 2026/27, abaixo dos 34,1 milhões exportados no ciclo anterior. É uma projeção, não o resultado final. A menor disponibilidade exportável pode dar suporte às cotações se a demanda internacional continuar firme.

Consultar relatório completo do USDA

3. Análise de fácil entendimento: o que aconteceu na sexta-feira?

Na sexta-feira, 23 de outubro, o indicador paulista recuou de R$ 125,98 para R$ 125,44 por saca. A queda foi moderada, mas aconteceu em um ambiente internacional de pressão sobre os contratos futuros.

A explicação mais importante é que o mercado está equilibrando uma oferta imediata relativamente confortável com riscos de menor produção adiante. Os preços podem cair quando há açúcar disponível para embarque no curto prazo e compradores aguardando melhores oportunidades. Em sentido contrário, problemas climáticos, menor produção e restrições de exportação podem provocar recuperação das cotações.

A produção brasileira menor até agosto é um fator de sustentação, mas não garante alta imediata: o mercado também considera estoques, ritmo de embarques, demanda e expectativas para as próximas semanas.

CNN Brasil
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4. Como está a produção de açúcar no Brasil?

O Brasil continua sendo o principal fornecedor mundial de açúcar. Para a safra comercial 2026/27, o USDA projetou uma moagem de cana de 675 milhões de toneladas, sendo 620 milhões no Centro-Sul e 55 milhões no Norte-Nordeste. Entretanto, a quantidade de cana processada não determina sozinha a produção de açúcar: o destino escolhido pelas usinas faz diferença.

USDA Apps
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O destino da cana no Centro-Sul

Acumulado da safra até agosto de 2026

Etanol

53,44%

Açúcar

46,56%

Fonte: UNICA, conforme dados publicados pela CNN Brasil em 23/10/2026.

Atenção: esses percentuais representam a distribuição da matéria-prima, não a participação de cada produto no volume total produzido.

5. Quais fatores fazem o mercado oscilar?

Clima e entressafra brasileira

Chuvas excessivas podem interromper a colheita, reduzir a eficiência das operações e prejudicar a qualidade da cana. Com o avanço da entressafra, a redução da oferta disponível pode dar suporte aos preços, especialmente se os estoques e os embarques não atenderem à demanda.

Mix entre açúcar e etanol

Quando o etanol oferece melhor retorno econômico, a usina pode direcionar mais cana para o combustível. Isso reduz a disponibilidade potencial de açúcar. Se o açúcar for mais rentável, a decisão pode ser invertida.

Preço do petróleo e combustíveis

Petróleo mais caro pode favorecer a competitividade dos biocombustíveis e melhorar a remuneração do etanol. Porém, o efeito não é automático: depende também dos preços da gasolina, do etanol e das políticas de combustíveis no Brasil.

Exportações brasileiras e logística

O volume exportado, a disponibilidade de navios, a capacidade dos terminais e o ritmo de embarque em Santos podem alterar a oferta no mercado interno e os prêmios de exportação.

Dólar e contratos internacionais

A valorização do dólar pode aumentar a receita em reais das exportações, enquanto a valorização do real pode reduzir essa vantagem. As cotações de Nova York e Londres, os estoques e as posições dos investidores também influenciam os preços.

6. China, Índia e comércio mundial

China — importações de açúcar

A China é um comprador importante no comércio mundial. Quando amplia as importações, pode absorver parte da oferta exportável e favorecer os preços internacionais. Quando reduz as compras, pode aumentar a disponibilidade para outros destinos e pressionar as cotações. Não localizei, nas fontes consultadas para este boletim, um novo dado confirmado de importação chinesa especificamente entre 23 e 26 de outubro; portanto, esse fator deve ser acompanhado, sem presumir aumento ou queda recente.

Índia — importações e exportações

A notícia mais concreta do período é a prorrogação do prazo para importar 1 milhão de toneladas de açúcar bruto sem imposto. Isso sinaliza preocupação com o abastecimento doméstico. Caso o país precise direcionar mais açúcar ao próprio consumo e reduza sua oferta exportável, o mercado mundial poderá ficar mais apertado. O impacto efetivo dependerá das importações realizadas, da produção local e das decisões futuras do governo.

Reuters
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Exportações brasileiras

A projeção do USDA para 2026/27 aponta exportações de 33,6 milhões de toneladas, ante 34,1 milhões na safra anterior. Uma oferta brasileira menor, combinada com compras firmes de países importadores, pode sustentar as cotações. Por outro lado, embarques intensos e estoques internacionais confortáveis podem limitar as altas.

7. Entressafra: perspectiva para as próximas semanas

O mercado entra em um período em que a atenção se desloca gradualmente da produção corrente para a quantidade de açúcar disponível, os estoques e o ritmo de exportação.

  • Cenário de alta: chuvas que atrasem a colheita, menor produção de açúcar, maior destinação da cana ao etanol e demanda externa firme.

  • Cenário de estabilidade: oferta e demanda equilibradas, com estoques suficientes e exportações seguindo o cronograma.

  • Cenário de baixa: disponibilidade imediata confortável, demanda internacional mais fraca, dólar desfavorável ou realização de lucros nos contratos futuros.

A perspectiva é de volatilidade, sem garantia de alta contínua. A queda de 0,43% no indicador paulista em 23/10 precisa ser observada junto aos próximos fechamentos, às cotações internacionais e aos dados de produção e embarques.

8. Conclusão Dancor

O principal ponto de atenção é a combinação entre a redução de 10,29% da produção acumulada de açúcar no Centro-Sul até agosto e o maior direcionamento da cana ao etanol. A prorrogação das importações indianas e os riscos climáticos brasileiros também merecem acompanhamento.

Para quem compra ou vende açúcar, vale monitorar diariamente o indicador CEPEA/ESALQ, os contratos de Nova York e Londres, o câmbio, o petróleo, as notícias da China e da Índia e os embarques brasileiros. Esses fatores, em conjunto, ajudam a avaliar as oportunidades de negociação durante a entressafra.

DANCOR CORRETORA DE AÇÚCAR

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Radar do Açúcar Dancor — informações consultadas em 26/10/2026. Projeções não representam resultados definitivos e as perspectivas de mercado estão sujeitas a alterações.

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