O mercado de açúcar encerrou o dia 29 de julho com recuperação do indicador CEPEA/ESALQ, registrando alta de 0,58%, para R$ 92,93 por saca

Radar do Açúcar – Dancor Corretora

Período analisado: 29/07/2026 até 30/07/2026

Indicador CEPEA/ESALQ – Açúcar Cristal Branco (São Paulo)

29/07/2026

  • Preço: R$ 92,93/saca de 50 kg (US$ 18,21/saca)
  • Variação diária: +0,58%

Principais notícias do mercado de açúcar

1. Índia continua restringindo exportações de açúcar

A expectativa do mercado internacional permanece de oferta limitada por parte da Índia. A combinação de menor disponibilidade de cana e maior destinação para etanol mantém as exportações indianas reduzidas, dando sustentação aos preços internacionais.

Link da notícia:
https://www.reuters.com/world/china/india-likely-wont-export-years-el-nino-ethanol-squeeze-supply-2026-06-22/


2. Clima continua sendo o principal fator observado pelo mercado

Apesar da boa evolução da colheita brasileira, o mercado acompanha atentamente possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre Índia, Tailândia e parte do Centro-Sul brasileiro. Mudanças climáticas podem alterar rapidamente as estimativas de produção.


3. Petróleo segue influenciando o açúcar

Oscilações no preço do petróleo continuam afetando diretamente a competitividade do etanol. Quando o petróleo sobe, o etanol tende a se valorizar, estimulando as usinas a destinarem mais cana para sua produção e reduzindo a oferta de açúcar. Quando o petróleo cai, ocorre o movimento contrário.


Resumo do mercado

O mercado de açúcar encerrou o dia 29 de julho com recuperação do indicador CEPEA/ESALQ, registrando alta de 0,58%, para R$ 92,93 por saca.

No mercado internacional, os preços continuam encontrando suporte principalmente pela incerteza sobre a produção asiática e pelas restrições às exportações da Índia. Entretanto, a boa velocidade da colheita no Centro-Sul do Brasil ainda limita movimentos mais fortes de alta.

O mercado segue bastante sensível às condições climáticas, às decisões relacionadas ao etanol e à demanda internacional, especialmente da China.


Análise de fácil entendimento

🌦 Clima

O clima continua sendo um dos fatores mais importantes.

  • Chuvas excessivas atrasam a colheita e reduzem a moagem.
  • Seca prolongada pode diminuir a produtividade dos canaviais.
  • Geadas também podem reduzir a qualidade da matéria-prima.

Qualquer problema climático relevante pode reduzir a oferta mundial e elevar os preços.


🇨🇳 Importações da China

A China permanece entre os maiores compradores mundiais de açúcar.

Quando o país aumenta suas importações:

  • cresce a demanda internacional;
  • diminui a disponibilidade para exportação;
  • os preços tendem a subir.

Quando reduz suas compras, ocorre maior oferta disponível no mercado internacional, pressionando as cotações. O USDA projeta que a China continuará sendo um dos principais destinos do açúcar brasileiro.


🇮🇳 Exportações da Índia

A Índia continua com forte controle sobre suas exportações.

Como parte da produção está sendo direcionada ao etanol e a safra apresenta menor excedente, o governo mantém restrições às vendas externas.

Quanto menor a oferta indiana:

  • maior tende a ser o suporte aos preços internacionais.

⛽ Mix entre açúcar e etanol

As usinas brasileiras podem alterar o destino da cana.

Se o etanol estiver mais rentável:

➡ mais cana vai para etanol.

Se o açúcar oferecer melhor retorno:

➡ maior produção de açúcar.

Esse equilíbrio é constantemente acompanhado pelo mercado e influencia diretamente os preços.


🚢 Exportações brasileiras

O Brasil continua sendo o maior exportador mundial.

As exportações seguem em ritmo elevado graças à boa capacidade logística dos portos e à competitividade do açúcar brasileiro.

Quanto maior o volume exportado:

  • menor tende a ser a oferta disponível internamente.

Segundo o USDA, as exportações brasileiras permanecem entre as maiores do mundo, mesmo com expectativa de leve redução devido ao maior direcionamento de cana para etanol.


🛢 Influência do petróleo

O petróleo influencia diretamente o mercado de açúcar.

  • Petróleo em alta → etanol mais competitivo → menos açúcar produzido → preços do açúcar tendem a subir.
  • Petróleo em baixa → açúcar ganha competitividade na produção → maior oferta → preços tendem a cair.

Andamento da safra brasileira

A safra 2026/27 do Centro-Sul segue avançando com boa velocidade na maior parte das regiões produtoras.

Apesar disso, o mercado continua monitorando:

  • produtividade dos canaviais;
  • teor de ATR (Açúcar Total Recuperável);
  • condições climáticas para o restante da colheita;
  • definição do mix entre açúcar e etanol.

Até o momento, a moagem permanece consistente, contribuindo para um bom volume de produção, embora o direcionamento maior para etanol possa limitar a oferta de açúcar ao longo da safra.


Conclusão

O mercado permanece equilibrado, mas bastante sensível aos fundamentos globais. Os principais fatores que deverão direcionar os preços nas próximas semanas são:

  • condições climáticas no Brasil, Índia e Tailândia;
  • ritmo das importações da China;
  • política de exportação da Índia;
  • comportamento dos preços do petróleo;
  • definição do mix entre açúcar e etanol nas usinas brasileiras;
  • evolução das exportações do Brasil.

Dancor Corretora de Açúcar

📞 WhatsApp: (16) 99229-2104
🌐 www.dancorretora.com.br

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